sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Jogo Lúdico - Como faz?


Ah Deus!
A gente tem mil idéias para escrever...E o tempo?
Fim de semestre é um sufoco, milhares de trabalhos pra fazer, entregar...
Mas um deles eu gostei e detestei simultaneamente de fazer, e gostaria especialmente de compartilhar isso com vocês...

Você já fez um jogo? Reformulando a pergunta, você já fez um jogo lúdico?
Um jogo lúdico é aquele que ao mesmo tempo que diverte também ensina, pois possui em si conteúdos escolares ou mesmo conteúdos aleatórios que nos são úteis para a vida. É ótimo para ser utilizado no momento em que a criança está apresentando dificuldades para compreender alguma matéria, ou para ensinar alguma coisa que com aquela didática tradicional não seria muito eficaz.
E como eu não consegui encontrar nada do tipo no Google, quem sabe quando alguém for produzir um jogo, ache este texto?
Bem, é o seguinte.

1) EMBALAGEM: Um jogo tem que ter uma embalagem bonita, chamativa, mesmo que acabe ficando enorme! Daquelas que quando você aparece segurando, toda e qualquer atividade perde seu sentido e a curiosidade é atiçada a mil! O que é essa caixa bonita? O que tem dentro? Todos querem ver e saber. É interessante fazer algo novo, comprar caixa bonita não é a mesma coisa do que criar uma caixa diferente. No meu caso, eu reciclei uma caixa de papelão, pintei de azul, passei verniz, colei figuras, escrevi o nome do jogo em caixa alta com tinta. Ficou bem legal!

2) MANUAL DE INSTRUÇÃO E DOCUMENTO DE DESCRIÇÃO: Todo jogo precisa de um manual de instruções, que possui breve resumo do jogo, o objetivo, a explicação das regras, a recomendação etária, suas regras e as informações técnicas, que descrevem o jogo - o que ele contém - para que tudo seja contado e não se perca nada.

3) CARACTERÍSTICAS RELACIONADAS AO AMBIENTE EDUCACIONAL: É importante saber se o jogo contribui para a aprendizagem de algum conteúdo escolar ou não, pois é dessa forma que vamos construir algo que tenha como base algum conhecimento específico - No meu caso, o meu jogo se referia ao Corpo Humano.

4) OBJETIVOS: Sempre se pergunte "Eu consegui atingir o objetivo da minha intenção?" Muitas vezes temos uma idéia incrível, mas não conseguimos colocá-la explicitamente na prática, e é por isso que é legal compartilhar as suas idéias com os outros.

5) USABILIDADE E INTERATIVIDADE / PRATICIDADE: É importante que o jogo tenha movimento, que não enjoe fácil, que tenha novidades - sejam dicas, ações, desafios - e que também crie uma interação dinâmica entre as pessoas (que nem Imagem e Ação, tem coisa mais interativa?). Até um jogo de cartas pode ser assim (Vide Uno ou Can Can)!

6) CONTEÚDO / CONCEITOS TRABALHADO (S): Vide itens 3 e 4.

7) VOCABULÁRIO: Lembre-se de fazer o jogo com uma dinâmica e uma linguagem equivalentes à faixa etária pretendida, para que se possa entender e interpretar corretamente as regras, ou mesmo para que não se sinta deslocado.

8) APRESENTAÇÃO: O jogo está apresentável? Chamativo? Tem cores, peças bonitas e bem feitas? É legal também plastificar cartas, manual e tabuleiro, para que o jogo não desgaste fácil. Eu usei aquele papel contact chato, que é um saco pra ficar retinho sem bolhas! O ideal é ter uma régua grande para esticá-lo.

9) DESAFIO PROPORCIONADO: Nos sentimos mais motivados a fazer as coisas quando somos desafiados, quando para atingir uma meta precisamos enfrentar obstáculos; Queremos nos mostrar fortes e dar o nosso melhor, por isso é importante que as coisas realmente sejam maleáveis ao nosso desejo de aventura.

10) ASPECTOS LÚDICOS TRABALHADOS:

De acordo com Freire e Schwartz, o elemento lúdico associado a aspectos afetivos contribui para a aquisição de habilidades específicas, privilegiando não só a construção do conhecimento motor e técnico, mas uma dimensão mais afetiva, criativa e humana. Além disso, o lúdico é capaz de ampliar a gama de possibilidades pedagógicas, ao criar uma diversidade de ações motoras básicas motivadas pela satisfação das expectativas e pelo respeito às limitações e potencialidades. (FREIRE; SCHWARTZ, 2005)

11) ASPECTOS PSICOPEDAGÓGICOS: Querendo ou não, nos expressamos quando temos mais liberdade para nos expor. No caso de um jogo, nos manifestamos de várias formas, seja competitiva, divertida, ou mesmo carente, demostrando o que estamos sentindo naquele momento ou mesmo o que estamos precisando, o que queremos. Um jogo deve nos fazer sentir vontade de jogar, pois nos envolve, nos emociona, nos motiva. Comigo imagem e ação é assim, desde pequenininha me junto com as pessoas que eu gosto e mostro um pouco de quem eu sou, por meio da mímica, ou por meio dos desenhos.

12) RECURSOS: E por fim...Tem que ter dinheiro, porque fazer coisas duráveis, coloridas e chamativas requer material necessário. O meu jogo não ficou tão grande, não tinha tabuleiro mas tinha muitas cartas, moedas, caixinhas, tudo colado, pintado e plastificado! Deve ter me custado uns 50, 60 reais x_x eu usei papel cartão, PVC colorido, cola, tesoura, tinta guache, verniz, pincel, cartolina, figuras...e também dados, lápis, apontadores, envelopes e grampeador. Ainda bem que algumas coisas tinham aqui em casa...


Mas é isso...Se alguém for fazer um...Boa sorte!
É caro, trabalhoso, cansativo, estressante. Mas no final é uma peça produzida por você, fruto do seu esforço e cuidado, algo que as pessoas usarão muito, rirão e construirão lembranças. Valeu a pena! \o/ A partir dessa minha experiência, admiro todos aqueles que fizeram e fazem jogos!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Carpe Diem, de novo e sempre!



Eu sei eu sei, vocês já viram várias e várias vezes eu dizer isso por aqui. Até cansa né?
Mas hoje eu não vim com o intuito bonito de dizer "Aproveitem o dia, a vida de vocês!!", porque venho notado que muitas, muitas, muitas pessoas mesmo exacerbam ao levarem isso mais do que ao pé da letra...
Eu sei que muitos se divertem bebendo todas, se drogando de formas lícitas ou ilícitas, destruindo coisas, roubando coisas, pintando o sete literalmente. Até um dia ouvi uma amiga dizer "É, eles realmente foram além do que quer dizer carpe diem..." Quem eram eles, não é importante. Que bom para eles que eles fizeram algo a partir do ideal de "eu quero aproveitar a minha vida". Tá, talvez não seja tão bom assim, eles podem estar se destruindo gradativamente, ou mesmo prejudicando a outrem...Mas nós temos o livre-arbítrio de definir o que pensamos e agir conforme julgamos certo ou errado.
É por isso que eu apenas queria esclarecer o que EU quero dizer quando uso essa expressão em especial.
Apesar de muitos repudiarem as informações da Wikipédia, ali eu achei o conceito que eu queria. Diz assim:

"Carpe Diem é uma frase em latim de um poema de Horácio, e é popularmente traduzida para colha o dia ou aproveite o momento. É também utilizado como uma expressão para solicitar que se evite gastar o tempo com coisas inúteis ou como uma justificativa para o prazer imediato, sem medo do futuro.

INTERPRETAÇÕES

Os defensores do Carpe Diem defendem que o "espírito" da frase pode ser entendido como aproveitar as oportunidades que a vida lhe oferece no momento em que elas se apresentam ou ainda "aproveitar a vida e não ficar apenas pensando no futuro".

Outros, dizem que viver o hoje e não se preocupar com o amanhã é um estilo de vida largamente difundido pela mídia e atrelado aos valores do consumismo e materialismo como meios de obtenção do prazer. Jovens são facilmente seduzidos pela ideologia por serem mais apegados à imagem. O dilema que se apresenta a todo indivíduo "viver o hoje ou se preparar para o futuro?" é bipolar e sempre muito controverso principalmente se aplicado aos dias atuais onde a incerteza de estabilidade e segurança é uma constante na vida das pessoas."

Esse trecho foi tirado desse link, e é esse ponto que eu gostaria de ilustrar.

Para mim, aproveitar o dia é realmente colher o que ele tem de bom. É aproveitar o sol lá fora para acordar a vitamina D que já existe no organismo, é aproveitar aquela chuva para lavar a alma ou para ver um filme tomando chocolate quente, é abraçar e beijar todas as pessoas queridas, dizer que as ama, dar presentes sem datas especiais, fazer tudo aquilo que faz bem para o nosso espírito - no meu caso, cantar, ler, ouvir música, desenhar, escrever, compor. Carpe diem é justamente ser, estar, agir e permanecer com a essência que nos torna único, é fazer tudo aquilo que amamos e sonhamos, não ter medo de ser feliz, nos vestirmos como bem entendermos, é fazer carinho mas não ter vergonha de mostrar que você também quer carinho, é buscar em tudo o prazer holístico de viver, plantando e/ou colhendo valores e momentos especiais, é não ter medo de rir, chorar, sorrir, viver. Mas é claro, de forma que não nos prejudique e nem prejudique a ninguém, que nos faça inteiramente bem, que é bom de colher e é bom de usufruir.

Eis a minha opinião. O resto, fica a critério de quem julga...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Conselhos de bem viver



Não sou de postar nada que não seja escrito pelas minhas próprias mãos, mas hoje recebi um e-mail da minha mãe que me fez sorrir, e assim gostaria de partilhá-los com vocês. Como costumo dizer...Carpe Diem :) É a filosofia que eu mais utilizo a cada dia.

Por Maria Sanz Martins

Quando eu for bem velhinha, espero receber a graça de, num dia de domingo, me sentar na poltrona da biblioteca e, bebendo um cálice de Porto, dizer à minha neta:
- Querida, venha cá. Feche a porta com cuidado e sente-se aqui ao meu lado. Tenho umas coisas pra te contar.
E assim, dizer apontando o indicador para o alto:
- O nome disso não é conselho, isso se chama corroboração!
Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões. E agora, do alto dos meus 82 anos, com os ossos frágeis a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta saudável e forte.
Por isso, vou colocar mais ou menos assim:
É preciso coragem para ser feliz. Seja valente.
Siga sempre seu coração. Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão.
E satisfaça seus desejos. Esse é seu direito e obrigação.
Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer, mas escolha entre ser uma grande menina ou uma menina grande, vai depender só de você.
Tenha poucos e bons amigos. Tenha filhos. Tenha um jardim. Aproveite sua casa, mas vá a Fernando de Noronha, a Barcelona e a Austrália. Cuide bem dos seus dentes.
Experimente, mude, corte os cabelos. Ame. Ame pra valer, mesmo que ele seja o carteiro.
Não corra o risco de envelhecer dizendo "ah, se eu tivesse feito..."
Tenha uma vida rica de vida.
Vai que o carteiro ganha na loteria - tudo é possível, e o futuro é imprevisível.
Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela.
Faça sexo, mas não sinta vergonha de preferir fazer amor.
E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável. Porque sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários.
Se for se casar, faça por amor. Não faça por segurança, carinho ou status.
A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você, mas isso pode ser um saco!
Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de aperfeiçoar os genes na reprodução, sugere que você procure alguém diferente de você. Mas para ter sucesso nessa questão, acredite no olfato e desconfie da visão. É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão.
Faça do fogão, do pente, da caneta, do papel e do armário, seus instrumentos de criação. Leia.
Pinte, desenhe, escreva. E por favor, dance, dance, dance até o fim, se não por você, o faça por mim.
Compreenda seus pais. Eles te amam para além da sua imaginação, sempre fizeram o melhor que puderam, e sempre farão.
Cultive os amigos. Eles são a natureza ao nosso favor e uma das formas mais raras de amor.
Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza.
Era só isso minha querida. Agora é a sua vez. Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você?

sábado, 22 de agosto de 2009

Newton e a maçã



Por que a maçã é importante? Vocês acham mesmo que Newton passou a pensar na questão da gravidade porque uma fruta caiu em sua cabeça? Pelo menos foi o que ficou para o senso comum. Talvez esse fato apenas tenha ajudado a impulsionar uma idéia que antes já havia sido pensada e estava passando por um processo de desenvolvimento...
Hoje queria falar sobre um tema que gerou certo debate lá na minha aula de "Ensino de Ciências e Tecnologia I". Percebi que temos uma idéia muito superficial sobre a ciência. Qual é a primeira idéia que vem à sua cabeça quando você pensa em um cientista? Pare, pense, e continue lendo.
Cientistas não são apenas aqueles caras velhos, sérios, de jaleco branco, que ficam em um laboratório cheio de tubos coloridos que soltam fumaça como vemos na mídia. Aliás, você já parou para se perguntar se cientista é profissão? Que eu saiba, não há formação nenhuma com esse nome. Peguei uma boa e velha definição da Wikipédia:

"Um cientista, em um sentido mais amplo, se refere a qualquer pessoa que exerça uma atividade sistemática para obter conhecimento ou um indivíduo que se empenha em atividades e tradições que estão ligadas às escolas de pensamento ou filosofia. Em um sentido mais restrito, cientista refere-se a indivíduos que usam o método científico. A pessoa pode ser um especialisa em uma ou mais áreas da ciência."

Ou seja, cientista é qualquer espécie de pesquisador, alguém que busca tudo aquilo que já foi feito para produzir algo novo, que dê ou seja certo. Isso não faz de algum artista, professor, músico...Pesquisadores, cientistas?
Quando imagino um pintor estudando a melhor técnica, o melhor material, o melhor ambiente e a melhor superfície de pintura, sou capaz de ver ciência.
Quando imagino um músico pesquisando os acordes, as notas, os instrumentos certos, o ritmmo, tentando criar algo novo e diferente, vejo ciência.
Quando vejo um professor fazendo cursos para se aprimorar, participando de pesquisas e tentando buscar soluções, vejo muita ciência. E ainda acham que Educação não tem nada a ver com ciência...

Vejo muita ciência pelo mundo afora. A Wikipédia também diz:

"No seu sentido mais amplo, ciência (do Latim scientia, significando "conhecimento") refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemático. Num sentido mais restrito, ciência refere-se a um sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico, assim como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tal pesquisa."

Mas o que é o método ciênfico? Não é "um conjunto de regras para desenvolver uma experiência a fim de produzir novo conhecimento, bem como corrigir e integrar conhecimentos pré-existentes"? Então muita coisa pode ser ciência. E se você pensar em cientistas que conheça, provavelmente serão homens. Não acho que devemos nos ater sempre a "cientificamente testado/comprovado", hoje em dia é tão fácil dizer isso, e todo mundo acredita. Também sou cientista, e estou em busca de muitas coisas novas, estudando e me aprimorando, intuitiva como acredito que muitos cientistas espetaculares sejam e foram! É por isso que eu digo: carpe diem! Experimentem, vivenciem, façam o novo, façam ciência!
Aí sim, verei algum sentido na história de Newton e a maçã.

[Informações adicionais, da Wikipédia também.]

"A história mais popular é a da maçã de Newton. Se por um lado essa história seja mito, o fato é que dela surgiu uma grande oportunidade para se investigar mais sobre a Gravitação Universal. Essa história envolve muito humor e reflexão. Muitas charges sugerem que a maçã bateu realmente na cabeça de Newton, quando este se encontrava num jardim, sentado embaixo de uma macieira, e que seu impacto fez com que, de algum modo, ele ficasse ciente da força da gravidade, como se perguntasse: "por que em vez da maçã flutuar, ela caiu?". A pergunta não era se a gravidade existia, mas se se estenderia tão longe da Terra que poderia também ser a força que prende a Lua à sua órbita. Newton mostrou que se a força diminuísse com o quadrado inverso da distância, poderia então calcular corretamente o período orbital da Lua. Ele supôs ainda que a mesma força seria responsável pelo movimento orbital de outros corpos, criando assim o conceito de "gravitação universal"."

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Dias cariocas turbulentos


[Foto tirada no aeroporto Santos Dumont, antes de ir embora. Modifiquei as cores um pouco, estava muito nublado e a foto ficou mórbida em demasia para o meu gosto...]

Saudações, meus caros leitores!
Nossa, quase dois meses inteiros sem escrever nada!
Mil perdões, minha cabeça está a mil, sempre tenho idéias e coisas interessantes para compatilhar, mas eu não as coloco na escrita e elas acabam desaparecendo...
Tive um semestre bastante complicado esse ano, porque foi a primeira vez que eu peguei tantos créditos e tantas matérias na Universidade, que não sabia muito bem como lidar com isso, passei por um sufoco danado, mas...Adorei! Quero fazer de novo. Estudar muito mesmo, essa é a minha profissão, estudante! Ou pelo menos por agora...
Tive férias bastante turbulentas também. Bem, eu tinha escrito todinha para contar, mas acho que acaba ficando meio pessoal (não que meus devaneios já não sejam o bastante), e eu não sei se ficaria tão coerente...
Enfim, apresento-lhes um guia carioca que não recomendo que seja seguido ao pé da letra, mas que comigo até que não trouxe lembranças ruins...

- Almoce no Chaika. O preço é salgado, mas a comida é ótima e as sobremesas, nem se fala! Você só entra naquele lugar por causa da vitrine de doces...E dá pra colecionar os enfeites dos sorvetes...
- Não vá ao Rio Sul. Quer dizer, só se for para almoçar no Chaika, porque eu particularmente acho aquele shopping de rico muito chato, não se tem muito o que fazer por lá...
- Visite o Botafogo Praia Shopping. Principalmente porque aquele lugar tem a StarBucks, que eu adorei! Tem um cinema muito bom e várias opções de besteiras para comer, como as Lojas Americanas, o Frozen Yogurt, Salada de Frutas, e todos aqueles Fast-Foods que vendem as calorias vazias que todo mundo adora.
- Saia com alguém que conheça a cidade. Tudo bem, a Mare não é nenhuma guia turística que sabe de tudo, mas foi super divertido sair com ela :D
- Vá ao shopping da Tijuca. Foi o que eu mais gostei, tinha tanta opção de coisas que me deixava tonta. Pena que não deu tempo pra ir lá de novo...
- Seja expulso da casa da sua avó. Tá, não façam isso, mas não tivemos opção, e foi assim que a aventura começou!
- Tome chuva. Imprevistos acontecem...O porém é que aquela cidade é extremamente úmida, e eu e as minhas irmãs pegamos uma gripe tão forte que pareceu suína...PARECEU, não sejam paranóicos. Ainda estou me recuperando...
- Se hospede em um apart hotel. Bem, tivemos sorte, conhecíamos uma pessoa que morava nesse lugar, que por acaso conhecia uma outra pessoa que alugava quartos no lugar em questão. Eram duas camas, cobertores e toalhas para três pessoas, uma televisão que não mudava de canal, um banheiro sem papel higiênico ou sabonete...Mas, nos viramos! Pelo menos lá tinha internet de graça, academia, piscina e sauna. Juntamos as duas camas e pronto, maior que uma king size. Televisão não é útil. O resto é comprável.
- Se jogue no mundo. Saia andando sem rumo mesmo. Foi assim que eu e a minha irmã Lillian descobrimos a imensidão que é aquela Copacabana, o tanto de programas e opções, aonde se pega ônibus e que ônibus se deve pegar para aonde, a estação de metrô, as padarias, supermercados, a praia...
- Ah, a praia. Isso é algo que com toda a confusão em que me meti não pude aproveitar da maneira que queria (me jogando completamente na água), principalmente porque o clima também não estava favorável. Mas tive duas oportunidades para andar sobre a areia e deixar as ondas molharem as minhas pernas...E sentar na areia enquanto observava as ondas se formarem, se chocarem, somarem, anularem. Ah, eu poderia ficar olhando aquela dança eternamente...



- Olhe os turistas estrangeiros. Eles são engraçados, porque estão tão perdidos quanto você, só que falam outra língua, o que os torna mais diferentes ainda.


[Esse oriental passou horas parado no mesmo lugar, sujando a mochila de areia e tirando fotos seguidas das mesmas direções...]

- Pegue ônibus e metrôs. O metrô de lá realmente é grande, pelo menos comparado ao da minha cidade. Pegando um ônibus, passeei o Rio todo e fui parar lá na Barra, tendo a chance de conhecer o shopping do próximo tópico.
- Visite o Barra Shopping. Lá é o point da galera, nunca vi lugar maior, eu me perdi lá dentro e consegui contar pelo menos umas três praças de alimentação diferentes!
- Visite o New York. É um shopping que fica ao lado do Barra Shopping. Não sei se é uma extensão, se alguém quiser complementar fique a vontade, mas sei que é um outro lugar, e que você pode ter acesso andando pelo próprio Barra Shopping. O New York tem o maior cinema que eu já vi na minha vida, com não sei quantas milhões de salas. E sim, também tem uma estátua da liberdade.
- Coma tudo o que for novo. Isso é o legal de ir para lugares novos, tem várias coisas que não tem aonde você mora. E em cidade grande, tem muuuuuuuita opção, fiquei impressionada!

Bem, tinha que fechar falando de comida, no momento não consigo pensar em mais nada que eu tenha feito de interessante. Foi uma viagem rápida, só durou uma semana, mas o suficiente para se construir lembranças diferentes e no fim, boas. E não tem nem como esquecer...
Mas Rio de Janeiro é Rio de Janeiro...Ainda terei muito o que contar de lá! Eu sei eu sei, vocês devem estar pensando por que eu não falei dos Parques, do Pão de Açúcar, do Cristo, do Lago, mas é que todo mundo fala deles, então quis adicionar outras complementariedades.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Limites.



Por que tudo precisa ter limites? Quem foi que disse isso?

Eu acredito que os limites são impostos por nós mesmos, diante da aprendizagem.
Precisamos viver, precisamos fazer coisas erradas também, porque só aí teremos tido a vivência de um dia proclamar algo com algum limite, de saber que é errado ou que tem um nível máximo de equilíbrio. E quem disse que as coisas são erradas?
Somos nós que devemos distinguir na vida o que consideramos certo e errado, o que nos faz bem e o que não nos faz. "Coitada daquela menina, se acabando no mundo das drogas!" Quem sou eu para dizer que ela está errada se ela se sente tão bem fazendo aquilo? Talvez um dia ela pare para olhar as consequências de seus atos e possa impor limites e julgar que é errado.
O que eu quero dizer é que existem muitas pessoas ignorantes e teimosas nesse mundo. "Eu penso assim!" e pronto, e não é assim que a vida funciona, somos fruto de nossa vivência, é com ela que vivemos, erramos e aprendemos. Mas sobretudo, é preciso que vivamos, é preciso que colhamos tudo aquilo que plantarmos, sejam bons ou maus frutos, pois é apenas com esse plantio que estaremos preparados para fazer uma plantação fértil e farta amanhã.
É claro que a palavra dos sábios é importante. Mas quem é mais sábio senão aquele que já possui todas as experiências possíveis para julgar? Acho extremamente essencial que os mais velhos nos contem sobre suas vidas, nos contem sobre o que aprenderam, nos influenciem e nos indiquem caminhos. Mas não venham ordenar, prender, subjulgar. Somos pessoas e temos a capacidade e potencialidade para traçar o nosso próprio caminho. Não quero ordens e limites, quero apoio e quero compartilhar.
Dar a mão é muito mais eficaz do que segurar uma mão a força. Ajudar e apoiar é diferente de negligenciar, punir e negar.
Somos todos seres humanos e, como tais, nascemos com a liberdade de escolha, o livre-arbítrio da vida.


_______________

Tá, pode nem ser o que eu realmente penso, pode ser só momento ou sentimento, assim são os devaneios...Não se pode liberar geral para uma criança né, mas se pode deixá-la experimentar o mundo guiando-a com o nosso apoio!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Inclusão



Hoje eu tive uma aula muito legal sobre a Educação Inclusiva.
Muitas coisas importantes foram colocadas ali. Quando a gente pensa em Inclusão, já vem na cabeça pessoas deficientes e incapazes. Mas na verdade, a inclusão acolhe quaisquer pessoas que sejam diferentes, seja lá que tipo de diferença for. E não é pegar e colocar essas pessoas com necessidades educacionais especiais em uma sala, isolados e excluídos da vida social, reforçando a sua diferença. É incluir ao grupo social, não para que haja igualdade, porque isso é impossível, uma pessoa com deficiência mental pode precisar de uma semana para entender o que outra pessoa entende em uma hora ou menos. Mas sim para que possamos exercer o nosso direito de escolha, a escolha de estar ali, de aprender aquilo, de conviver com as pessoas. Todos, sem exceção nenhuma, temos o nosso livre arbítrio.
Outra coisa que me chamou muita atenção foi o fato da professora que deu essa aula transmitir em cada ato, cada gesto e cada palavra o seu amor ao trabalho, a vida para educar, e não educar para a vida. Ela estava contando que seu marido trabalha com tecnologia e não consegue compreender como ela se sente tão bem imersa em afazeres exaustivos como dar aula, mas ela respalda que gosta do calor humano, gosta de pessoas e gosta de trabalhar com elas, sempre e indiscutivelmente respeitando suas diferenças.
No fim da aula, um colega nos deixou um depoimento. Ele era amigo de um homem com uma deficiência mental que agora não me lembro, pois não foi esse fato que me chamou a atenção. A primeira coisa que esse colega disse foi a sua primeira impressão desse amigo. "Nossa, esse cara vai mesmo estudar comigo?" Mas ele disse que aos poucos, foi se aproximando dessa pessoa, e descobriu um mundo fantástico, descobriu uma pessoa extremamente inteligente, que via no mundo coisas que poucos enxergam. Mas parece que essa pessoa começou a regredir, seu problema se agravou e ela foi enfraquecendo. Acho que quase todos os olhos daquela sala de aula transbordavam de lágrimas com esse depoimento, inclusive o do relator, emocionado pela amizade profunda e sincera que mantinha com o amigo. O amigo já não podia ir às aulas, a mãe forte e dedicada ia por ele para fazer as anotações, e o nosso colega ia em sua casa para passar as matérias perdidas.
Nisso tudo, o que me chamou a atenção foi o amor. O amor que foi cultivado por essa amizade que não acabou mesmo com o fim material que teve. Como é importante amar o outro.
A professora hoje falou algo certo: É inacreditável que ainda falemos de respeito, pois é um princípio tão primordial que todos deveriam cultivar e manter. Eu tenho certeza que ninguém nesse mundo é feito de mal, o respeito é importante, e amar o próximo, muito mais.
Aí nessa hora eu me lembro sobre aquela frasezinha que um dia um ser muito amado e evoluído disse "Amai-vos uns aos outros como a ti mesmo", e essa mensagem que eu quero deixar para vocês. Não amar os outros como nos amamos, mas amar os outros e amar a nós mesmos, pois nós temos esse amor dentro de nós, e somos tão maravilhosos quanto imaginamos, e merecemos viver essa vida de provas e espiações plenamente, como todos os seres deste mundo.
A inclusão é o momento de mudar aquilo que está posto, e não adianta apenas julgarmos a sociedade, pois falar de sociedade é também falar de nós mesmos. Façamos a nossa parte, todos merecem a vida, e todos merecem condição para viver essa vida.

terça-feira, 28 de abril de 2009

No stress!



Por que é tão difícil nos satisfazermos? Sempre estamos querendo mais e mais e mais...
Não, isso não é uma crítica, a menos que seja também uma auto-crítica.
Estamos sempre tão preocupados com o que vamos fazer hoje, amanhã, com nosso trabalho, nossos estudos, as coisas pendentes que precisamos resolver, as dívidas...Meu Deus! Respirem! Quando nos damos conta, estamos estressados, se irritando com a formiga que apareceu na mesa, com a gota d'água que caiu em nós, com qualquer coisa fútil! E sabem o que acontece? Deixamos passar um monte de coisas importantes, deixamos de ver aquelas pessoas que gostamos, de ligar para elas, de falar com elas, de sair com elas, de compartilhar a vida com elas. Amigos, família, namorado, namorada, igreja, seita, templo, comunhão, seja lá o que for, não conseguimos aproveitar nada direito, não temos saco!
É...é aí que se instala o stress,o resultado de uma reação que o nosso organismo tem quando estimulado por fatores externos desfavoráveis. A primeira coisa que acontece com o nosso organismo nestas circunstâncias é uma descarga de adrenalina, e os órgãos que mais sentem são o aparelho circulatório e o respiratório - Eita, e daí depois acham estranho os jovens terem enfartos e um monte de problemas que antigamente só os velhos tinham!
Eu sei eu sei, estamos em uma sociedade complexa, capitalista e industrial, vivemos na era de consumismo e destruição do planeta, estamos sempre com pressa, sempre ocupados, sempre cansados.

CHEGA!
Eu quero paz! Quero fazer as coisas porque eu gosto de fazer, quero estudar e me acabar porque eu gosto e quero construir alguma coisa, quero malhar no tempo extra porque me sinto mais saudável e até mais bonita, quero me cuidar mesmo, ou me descuidar até cansar e descansar muitão pra me sentir revigorada! Quero abraçar e falar com todo mundo, quero amar muito aquele homem, e deixá-lo muito feliz! Quero me sentir feliz, porque apesar de tudo, tenho certeza de que sou!
Eu ando brigando demais, chorando demais. Estou com saudade do meu pai, da minha irmã, do passado, de um futuro que ainda não veio. Fico cansada e desconto no meu namorado, na minha família, e nem consigo ver meus amigos direito. Aí eu choro, choro, me irrito com coisas tão pequenas! Ahhh, quero férias. E elas só vem e julho. x_x E eu sei que não sou a única na face da terra a me sentir assim, por isso estou falando essas asneiras aleatórias.
Tudo bem, eu não vou deixar de fazer o que eu preciso fazer e nem vou fazer com menos empenho, porque se eu peguei um bando de matéria, eu vou fazê-las direitinho e atingir o meu objetivo inicial. E não me importo em ter que acordar cedo para poder malhar, ou só malhar à noite quando chego cansada, e nem ter que esperar meu namorado entrar logo na universidade para ficar mais fácil encontrá-lo. Eu vou conseguir o que eu quero, vou me esforçar para dar a atenção que eu puder para ele, para minha família e para os meus amigos, que estão tão longe de mim com suas rotinas.

Eu nem lembro mais o que eu tinha na cabeça quando comecei a escrever isso aqui, mas estou me sentindo muito melhor. Agora vou respirar fundo, beber água para cumprir a minha meta de sempre manter 2 litros de água dentro de mim por dia, cumprimentar desconhecidos, abraçar a família que esquece de me abraçar e dar o meu melhor para aproveitar essa vida.

Carpe Diem, gentem :) No Stress! Hum, bom título...

quinta-feira, 19 de março de 2009


Tenho escrito tão pouco, não é?
A vida corre, e nós corremos com ela por aí...
Minhas aulas na Universidade começaram. Lutei muito para conseguir todas as matérias que eu queria, são oito no total, o que me totalizam 32 créditos (que e o máximo permitido), ou seja, estarei bem ocupada de agora em diante, mas sempre trazendo algum devaneio quando possível, claro!

A gente às vezes não pensa nas coisas, né? Age no impulso mesmo, naquilo que está sentindo na hora, e quando vai ver...Já foi feito, e não dá pra fazer de novo.
Ultimamente tenho feito tantas coisas que ao mesmo tempo que a minha cabeça se encha delas, parece que nada fica, nada se organiza...
Eita confusão de pensamento! Aí quando a gente vai conversar com os outros, fala qualquer coisa ou age de qualquer jeito, e quando se dá conta...Machucou alguém, machucou a si mesmo. É...Limite. Temos de respeitar nossos limites, senão não damos conta não.
Eu acho que acabo assim me distanciando de muitas coisas e pessoas...E não é intenção, juro! Mas quase todo dia tem texto pra ler, trabalho pra fazer, e o pior é que sempre aparece um amigo com algo engordativo pra se comer, e mesmo assim mantenho sempre que possível meios para manter a forma física, fazendo ginástica aberta para o público à noite ou acordando bem cedinho pra fazer um cooper antes de começar o dia...Mas não é o suficiente ainda. Eu sei que não é, mas fico tão cansada!
Me desculpe por ser grossa ao telefone, por brigar por besteira, por ficar aérea, por não ligar, por esquecer ou por ter preguiça. Eu devia me esforçar para esperar mais, para prestar mais atenção, para dar mais bola...Eu devia.
Estou fazendo o melhor que eu posso, juro!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Auto-Homenagem



Por que não me homenagear? Depois de tanto lutar para vencer toda a minha complexidade, acho que é hora de dar valor à minha pessoa. E este devaneio é dedicado a mim, que sei o quanto cresceu na vida, o quanto tem beleza, tem vida, tem amor pra dar!
Amanhã completo dezenove anos de vida. Dezenove anos desta vida, desta existência que sei que tanto já fez diferença! E como ainda vai fazer!
Por isso, lanço aos céus as minhas energias mais límpidas e resplandescentes, para que eu possa sempre progredir mais e mais, para que eu seja sempre firme e forte, que lute pela vida, que viva a vida, que aproveite cada oportunidade.
Gostaria muito de agradecer à todas as pessoas que fazem parte da minha vida - até mesmo você, porque se está lendo isto aqui, já se inclui automaticamente ao que sou. Muito obrigada a todos os meus amigos que gostam de mim e se importam de verdade; à minha maravilhosa família, que me dá apoio incondicional; ao meu querido namorado, que me ama e que só quer o meu bem; enfim, à todas as pessoas que comigo convivem, muito obrigada!
Me sinto plenamente feliz, e assim quero levar toda essa vida.
Quero crescer muito ainda, aprender muito mesmo, ler muito, escrever muito, cantar muito, desenhar muito. Quero ver mais minha irmã Lillian e caminhar muitão com ela, porque a gente adora, quero abraçar todo mundo, quero ajudar, quero fazer alguma coisa.
E sei que consigo! Porque sou capaz de analisar e perceber a minha capacidade, sei que sou madura pra muitas coisas, sei que preciso amadurecer para muitas outras, e por isso sigo em frente, sempre com um sorriso no rosto.

Parabéns para mim! :)